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Shogi & Gô

 

Shogi 

Shogi, também conhecido como xadrez japonês, o objetivo do jogo é o mesmo do xadrez ocidental, mas mudam-se as peças e o tabuleiro. Vence o jogo quem capturar o rei adversário.

O tabuleiro com formato mais jogado é levemente retangular (5 cm x 4 cm), onde o comprimento é ligeiramente maior que a largura. Suas casas são todas da mesma cor (da casca do bambu, marrom bem claro, amarelado, ou creme bem claro). Divide-se em nove colunas por nove linhas, perfazendo 81 casas, que são demarcadas por um fina linha preta.

Nos campeonatos existem graduações para os jogadores, através de um sistema que se assemelha ao das artes marciais. Para cada graduação existe um tabuleiro específico. Sendo que para os iniciantes o tabuleiro é de 12 casas (4X3) e o dos mestres é de 169 casas (13X13). Há tabuleiros com mais casas para jogos em equipes. Quanto mais casas mais tipos de peças se tem.

 

Go

Táticas do Go são usadas como modelos em negócios, treinamento de pessoal, programação de computador e até por pesquisadores de inteligência artificial.

O jogo que imita a vida. É assim que os adeptos do Go costumam referir-se a essa milenar e intuitiva arte chinesa, que numa simples jogada pode revelar o melhor e o pior do competidor. Para quem não o conhece, é o jogo disputado por Russell Crowe, no papel do matemático John Nash, no filme Uma Mente Brilhante. Criado há cerca de 4, 5 mil anos na China, é considerado o rei dos desafios intelectuais. E também o mais estratégico, o mais intuitivo, o mais racional, o mais criativo entre os jogos de sua categoria.

Embora seja o mais antigo jogo de tabuleiro do mundo, as regras, estratégias e lições do Go mudaram pouco e continuam atuais. Seu objetivo é a conquista e a defesa de território. Ou na a visão de um budista, a conquista de si mesmo. Para o budista, o jogo libera as paixões. Ao mesmo tempo, para atingir o mais alto nível na competição, o jogador tem de renunciar a sentimentos como inveja, ganância, raiva, soberba, preguiça.

O Go ainda é pouco divulgado no Brasil - se comparado à Europa, Estados Unidos, Canadá. Até na vizinha Argentina, o jogo é mais conhecido do que por aqui. No entanto, mesmo no Brasil, os exemplos do Go já são usados para treinar executivos e desenvolver estratégias de segurança para proteção de informações comerciais na Internet.

Suas regras básicas podem ser aprendidas em 10 minutos. O jogador tem liberdade para colocar suas peças praticamente onde quiser. Ironicamente, essa flexibilidade torna impossível alguém jogar perfeitamente uma partida do começo ao fim. Para os mestres de Go, mesmo que o jogador dedique toda sua existência para aperfeiçoar-se na arte do jogo, ainda restaria muito que aprender. É mais uma semelhança entre o jogo e a vida.

Ao contrário do xadrez, o vencedor de uma partida de Go não domina por completo o adversário. Muitas vezes o ganhador chega à vitória com uma pequena vantagem. Por isso, o Go é chamado também de a arte da harmonia, jogo de cavalheiros. A idéia é que, quando dois bons jogadores se encontram, transformam o tabuleiro em uma obra de arte, graças ao equilíbrio de forças representado por meios das cores das pedras (preta e branca).

Na China antiga, o Go era tido como uma das quatro grandes realizações – ao lado da música, poesia e caligrafia. Foi tão apreciado pela nobreza que um dos imperadores criou um cargo específico para o qual era nomeado um mestre de Go. No Japão a trajetória do jogo não foi diferente. Na terra do sol nascente o jogo também obteve status de arte ao lado da música, pintura e caligrafia. Era disputado inicialmente por monges budistas, que recomendavam o jogo a seus discípulos.

“O Go pode assumir outros significados para seus seguidores: uma analogia para a vida, uma intensa meditação, um espelho da própria personalidade, um exercício em um abstrato raciocínio, um trabalho mental. Ou, quando bem jogado, uma linda arte em preto e branco dança em um delicado equilíbrio sobre o tabuleiro”. 

 

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